quarta-feira, 30 de junho de 2010

Caminhos me levam


Hoje eu acordei pensando no que vai ser daqui pra frente, tenho tantos planos e sonhos que esqueci do meu passado. Agora lembro o que se foi e me admiro ter encontrado você apesar da estrada errada que segui. Me acostumei a acertar por pura sorte, e a desviar do que era azar. Pulei do alto pra encarar a própria morte, mas tive medo e desisti antes de chegar. Encontrei o caminho das flores, e comi seus espinhos, espiei o caminho das dores, mas escolhi atravessá-lo sozinho. E agora estou aqui, olhando pra essa nuvem que vai em outra direção. Não sei se sigo ou descanso. Quero a nuvem oculta, quero ver o infinito (de perto), quero ver a luz divina, tocá-la e voltar pra contar. Minhas asas são de papel, mas tenho que partir antes de plantar meus pés no chão, deixo apenas a semente da saudade, plante-a se quiser.” Sou metal, raio, relâmpago e trovão. Sou metal, eu sou o ouro e seu brasão.”¹ Busco o mistério da esfinge, o destino de Atlanta, o tesouro do Eldorado e o amor compartilhado. Quero ser o mestre sem deixar de ser discípulo, quero ser o pai sem deixar de ser o filho, quero ver a alegria sem deixar de ver a dor, quero ver própria guerra pra mostrar que sou o amor. E ser criança de novo, pra fazer diferente outra vez.

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