quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Menina da Lua



Tu que olhas as nuvens esperando encontrar
Tu que perde seus olhos no infinito azul do mar
Corra depressa que eu sigo sozinho
E mostre o sorriso que quebra os espinhos

Nossas estrelas caem
Iluminando o caminho
Por onde houver solidão
Não solide sozinho

Seus pés são marcas
Que deixas no chão
Suas mãos têm farpas
Que recordam do futuro

Pra onde foi nossa pureza misturada à malandragem
Hoje chora pelos cantos, onde havia só passagem

Apague a fogueira menina da lua
Pra ouvir as estrelas cantar
Apague a fogueira menina da lua
E faça do solo seu lar

Apague a fogueira menina da lua
Enquanto seu mundo flutua
E ouça essa noite que é minha e que é sua.

Um comentário:

  1. Ser poeta é saber sentir, saber olhar o mundo com olhos de primeira vez. É conseguir extrair o mais belo daquilo que o rodeia, ter sensibilidade para perceber o que passaria despercebido e possuir a capacidade divina de transpor sentimentos em palavras. Você tem um dom: encantar pessoas, seja por palavras ou pelo simples fato de SER (e como você É!!!). Por isso que agradeço a Deus por ter te colocado na minha vida, encantando-a e tornado-a muito mais feliz. Maravilhoso o seu texto (esteticamente também). Lindo!! E obrigada por me fazer ver o mundo com toda essa intensidade, meu Tudo!

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