terça-feira, 31 de agosto de 2010

O plantador de flores, caçador de estrelas.



Rostos, dentes, sorrisos, lábios, olhares, beijos, ternura, toques, tato, corpo, cheiro, abraço, carinho, arrepio, suspiro, libido, controle, aperto, cabelo, pele, mãos.

E aquela estrela, será que podes ver?
Será que está vendo agora?
Pra onde voltam seus olhos?
Onde estão seus pensamentos?
O que te chama atenção?
Pensa em mim quando eu penso ti?
Quando verei novamente?

Minha mente se enche de incertezas
Enquanto meu corpo perde calor.

O céu está nublado
A noite escura já terminou
Mas na ausência d’alma meu corpo ainda está.

Dez graus fazem lá fora
E por enquanto é zero em meu peito.
Vejo as folhas que caem mortas no chão
E as que insistem em viver
É uma questão de tempo
É uma questão programada.

Cada uma vai cair um dia
Pra que folhas novas possam existir.

Alívio imediato
A cada dose
A cada suspiro
A cada flash de lembrança do seu beijo ou do sorriso.
O que me mata é que flashes são flashes
E logo a saudade domina.

A chuva cai fina sobre a minha janela e
Penso mais uma vez em levantar
Meu maior medo me acompanha
“Solidão”.

Tenho coisas a fazer
Pra voltar a ser humano
Esquecer dessa saudade
A cada dia me chamando.

Mas eu sou o plantador de flores
E não posso descansar
Nem com o cair das pétalas
Que eu sei que vão voltar.

Foi isso que prometi
Te enxergar com o céu nublado
Mesmo quando a noite é escura
Mesmo dentro de casa
Sozinho em meio a floresta
Ou imerso no fundo do mar.
Por mais que eu não veja
Ela ainda estará lá
A iluminar o meu caminho
A esquecer de mim
A brilhar pra outros rumos
Onde um dia ei de chegar.

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